AMAR


 Ocultamos o amor  em pressàgios

de normas insensatas calcinadas

em espirais de espuma para là do

 tempo esvoaçante em correntes

liquidas transfiguradas


cumprindo  ironias de sangue

roxo improvável  sem retorno

dilacerando  o melhor de nòs


como se o amor fosse  abolir a gênese

dos afectos petrificar sensações crispar

 fluìdos silenciados


são tão belas  as flores mas decepadas


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